Das trevas, escuridão
Vivência de solidão
Noite vazia sem vida
Sem destino, caída
Num enfadonho delirante
Pensamento alucinante
Esvoaçando nas agruras
Sentido sem luxúrias
A lua que já foi, passa.
Um dia a bela virgem
Sonhadora, ela com graça
A imaginação já não atinge.
Talvez se luz houvesse
Lá no fundo, o brilho acontece
Veria sem dúvida alguma
Que na imensidão bruma
Estaria o ponto de claridão
Fator de espera na solução
Caminhando sem esperança
D'um amanhã que não alcança.
Voltaria a encontrar contigo
Nesse ponto de claro sentido
O avesso do vivido
Já quando a luz aumenta
Acaba com toda tormenta
A treva não mais existe
Mas a alucinação persiste.
Foi uma noite tenebrosa
Daquela que assombrosa
Deixa a treva na orgia
Clareia, vem o dia.