Como é grande a força do olhar
Penetra tão profundo
Que chega a machucar
Um peito moribundo
Incrível como posso aguentar,
Depois de tantas feridas
Essas coisas suportar
Põe as idéias perdidas
E não sei onde parar,
Parar também não quero
Com essa dor me dilacero
Ao contrário da de outrora
Que pra trás já se ignora
Tão ruim só deixou mágoas
Que dos rios (foi) como as águas
Passando em corredeiras
E nas pedras das cachoeiras
Foram se purificando,
Tão limpa foi ficando
E a ferida toda se modificando
Mas, o remédio foi chegando
Para a angústia ir curando
E agora esses verdes olhos
Bem colados aos meus olhando
É tão bom sentir ferrolhos
De lampejos florescentes
Chegam tão fortes e ardentes
Que não consigo as sementes
Pra plantar junto a fonte
E regar eles no monte
Para que floresça e se desponte
E rasgue o meu peito, ao seu defronte.
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