sexta-feira, 25 de maio de 2012

MEU ENGENHO

Saudade do tempo de criança
Tempo de grande esperança
E hoje a lembrança que tenho
Da época do engenho,
Tinha que acordar cedo
Ainda escuro andava com medo,
Carregava cana nos braços
Nos balaios, os bagaços
Jogava no rio e na fornalha
Queimava como palha,
Na caldeira, grande pressão
O alambique fervia como caldeirão
Fazendo boa cachaça,
Hoje jogado às traças
Só traz recordação.
Meu pai lambiqueiro
Trabalhava o dia inteiro
Pra ganhar o seu tostão.
Quando olho o que ficou
Quase nada se restou
E a saudade que dá dó
A garganta dá um nó
E aquilo que era nosso
Desfrutar eu já não posso
Pois, hoje só resta de pé
Seu símbolo "a chaminé".



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