No ímpito da miséria
Chega como cão raivoso
Olha tanta comida
Acaba ficando nervoso
Avança para a fartura
Inconsciente, ele procura
Saciar a fome da vida com amargura
Mas, é empurrado
E do local tirado
Não sabe o que acontece
De longe ele entristece
Vê passar como uma via escura
Sua desgraçada desventura
Na degradação da vida obscura
Ficando parado, escrachado
Olhando o vazio afogado
De longe observa arriado
No chão, pior que cão jogado
Esta vida sem graça
Que estou vivendo
Pela maldita cachaça.
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